June 09
Os celtas e depois os irlandeses costumam ter algumas preces que sempre me despertaram curiosidade por serem profundos e singelos ao mesmo tempo, sem perder o propósito: desejar algo a alguém ou algum fato ou alguma coisa.
Falava sobre a importância e os papéis de cada um em nossas vidas esses dias. Para algumas, em situações onde os respectivos papéis chegam ao fim, dependendo da relevância do papel e da pessoa, há uma certa dificuldade em fazer o que os de lingua inglesa chamam de “Let go”. O que eu chamo de “Reino da Consciência” também tem papel relevantíssimo nesses casos. Uma pendência, uma dívida, um acerto… tudo isso acaba atrapalhando o letting go…
Em época de “Ano Novo”, desprender-se e prosseguir o trabalho de uma vida é, sem dúvida, uma dádiva e uma consagração… e por isso, sobre isso, com a Justiça e com quem me guia, rezo:
Don't grieve for me, for now I'm free!
I follow the plan God laid for me.
I saw His face, I heard His call,
I took His hand and left it all...
I could not stay another day,
To love, to laugh, to work or play;
Tasks left undone must stay that way.
And if my parting has left a void,
Then fill it with remembered joy.
A friendship shared, a laugh, a kiss...
Ah yes, these things I, too, shall miss.
My life's been full, I've savoured much:
Good times, good friends, a loved-one's touch.
Perhaps my time seemed all too brief—
Don't shorten yours with undue grief.
Be not burdened with tears of sorrow,
Enjoy the sunshine of the morrow.
Slainté! Adeus!